quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Técnicos do CAP visitam a Escola Gaspar Frutuoso


O Programa Escolar do Centro Ambiental do Priolo (CAP) continua a desenvolver atividades nas escolas de São Miguel. No dia 12 de Novembro, os técnicos do CAP visitaram a Escola Gaspar Frutuoso onde se organizaram 3 atividades educativas.

A manhã começou animada com os alunos de duas turmas de 5º ano que participaram na atividade “De Ossos nas Mãos”. Divididos em grupos, os alunos tiveram oportunidade de manusear ossos de aves, aprender a identificar alguns deles e a relembrar conceitos já adquiridos como é o caso das adaptações de algumas espécies de aves ao seu tipo de alimento, sendo que umas possuem bicos mais especializados que outras. Nesta iniciativa, os alunos puderam observar crânios de gaivota, milhafre, estorninho, galinhola, mocho, pombo e de alguns mamíferos também. 

Crânios de aves utilizados na atividade "De Ossos nas Mãos"
Evolução e adaptação foram palavras a sublinhar nesta atividade em que pretende que os alunos compreendam que os diferentes grupos animais são diferentes, seguiram rumos evolutivos diferentes e algumas das suas adaptações podem ser observadas nos seus ossos. 

Durante a tarde, as plantas foram o tema escolhido e decoraram a zona de recreio daquela escola. Através da atividade “Descoberta da Laurissilva”, os alunos descobriram autonomamente as plantas que constituem a floresta Laurissilva, percorreram a exposição “Uma Floresta, um Futuro” e divertiram-se ao descobrir árvores tão diferentes como o cedro-do-mato, ginja-do-mato, azevinho, louro, uva-da-serra, sanguinho e entre outras mais pequenas como a urze, patalugo e sargasso. Seguiu-se algum debate sobre algumas ameaças à Floresta e à fauna que dela depende, o que abriu  espaço para alguns jogos da Gincana do Priolo, em que os alunos puderam perceber que a redução do habitat é muitas vezes a principal responsável pelo desaparecimento de várias espécies. Os alunos compreenderam, também, a importância da disponibilidade de recursos como o alimento para os animais, sem os quais não poderiam sobreviver.


Foi um dia bem passado, junto de 57 jovens interessados e motivados em compreender um pouco mais sobre a natureza que os rodeia. Uma iniciativa a repetir sem dúvida nenhuma!
 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Alunos da Povoação aprendem o Ciclo da Água com a SPEA


A “Rota da Água” é uma das atividades dinamizadas pela SPEA, através do Programa Escolar do Centro Ambiental do Priolo (CAP), com maior solicitação por parte das escolas da ilha de São Miguel. No ano letivo 2011/2012, abrangeu cerca 277 alunos que desta forma puderam compreender melhor o ciclo da água, o modo em que esta é disponibilizada às populações, a importância dos ecossistemas naturais na garantia da quantidade e qualidade da água de consumo e outras utilidades da água. Sendo estas características a principal razão do sucesso desta atividade.

Este ano letivo, a Escola Básica e Secundária da Povoação foi a primeira a solicitar esta atividade, na qual 3 turmas de 5º ano, com cerca de 50 alunos, puderam participar nas diferentes experiências de laboratório previstas, sempre acompanhados pelos técnicos do CAP. 

Primeiro, os alunos participam numa simulação do percurso que a água realiza na natureza desde que chove até que chega aos rios, lagoas e ao mar, até retornar às nuvens, recorrendo a uma maquete. Aprendem desta forma conceitos, muitas vezes esquecidos, como a infiltração, escorrência, nascente, evaporação. 
Noutra experiência simples, os alunos observam o efeito positivo da presença de vegetação como forma de minorar os efeitos da erosão da água nos solos e compreendem que solos desprotegidos são potenciais zonas de deslocamentos de terras ou derrocadas.  
Experiência dos Efeitos da Vegetação nos solos.
O tema poluição também é abordado, desta feita através de pequenas experiências que permitem aos alunos ver de que forma se comportam alguns compostos e materiais quando misturados na água. Utilizam-se materiais como pedras, areia, açúcar, óleo e corante alimentar que simulam o comportamento de substâncias insolúveis na água, mais densas que água como é o caso das duas primeiras. Alguns materiais que se dissolvem na água como é o caso do açúcar e do corante alimentar e alteram as propriedades físico químicas da água e o óleo alimentar, que sendo insolúvel em água nunca se mistura com a água e têm muitas vezes um efeito tamponante negativo para a sobrevivência dos organismos e plantas existentes nas massas de água. 

Terminando esta atividade, com a construção de um filtro cujo objetivo é demonstrar aos alunos alguns aspetos interessantes do comportamento dos materiais utilizados e que vão ficando retidos no filtro de acordo com o seu tamanho e características, sendo aqueles que se dissolvem na água impossíveis de limpar com este método.
Construção de um filtro, na atividade "Rota da Água"- EBS Povoação.
Esta atividade é muito completa, visto que os alunos podem aplicar os conceitos desenvolvidos ao seu dia a dia e aprendem comportamentos corretos e ambientalmente adequados mesmo nas suas casas, como poupar água e evitar contaminar a água que saí das suas casas com produtos como óleos e outras gorduras.

Para mais informações sobre esta atividade e outras pode consultar o Link

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Comemorações do dia da Eco- Escola no Nordeste


O Eco-Escolas é um Programa Internacional que pretende promover e reconhecer o trabalho de qualidade desenvolvido pelas escolas. No passado dia 7 de Novembro, o Centro Ambiental do Priolo (CAP) juntou-se às comemorações do dia da Eco-Escola da Escola Básica e Secundária do Nordeste e colaborou na organização de diversas atividades.

O CAP disponibilizou a exposição “Uma Floresta, um Futuro” que foi montada na escola e através da qual os alunos de 6 turmas de 5º e 6º ano, acompanhados por técnicos do CAP, participaram na “Descoberta da Laurissilva”. Nesta atividade, os jovens nordestenses conheceram espécies de plantas que fazem parte da floresta Laurissilva e que podem ver  bem perto na Serra da Tronqueira, descobriram algumas curiosidades sobre cada uma delas, compreendendo algumas das ameaças à sua conservação, em especial a invasão de espécies de plantas exóticas como é o caso da conteira, da cletra e do incenso.

Atividade "Descoberta da Laurissilva" no âmbito das comemorações do dia da
 Eco-Escola  da Escola Básica e Secundária do Nordeste

Simultaneamente e a decorrer num espaço anexo, estava a atividade “Descoberta das Aves”, na qual os alunos aprenderam a identificar as espécies de aves que vêm todos os dias como é o caso de alguns passeriformes como o pisco-de-peito-ruivo, alvéola-cinzenta, melro negro, estorninho-malhado, entre outros, e aves de rapina como o milhafre que cruza os céus da ilha de São Miguel e é muito comum.  Perceberam a importância da conservação do Priolo, uma espécie endémica do leste da ilha de São Miguel, e compreenderam os perigos que algumas espécies de aves exóticas representam para as aves nativas dos Açores, como é o caso do pardal, do pintassilgo, entre outros.

Foi uma manhã divertida em que 120 alunos participaram em atividades pensadas para os aproximar da floresta natural e das aves dos Açores. Ensinar divertindo é o lema das várias atividades que constituem o Programa Escolar do CAP e que estão acessíveis a todas as escolas da ilha de São Miguel. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

À Descoberta da Floresta Laurissilva


O Centro Ambiental do Priolo (CAP) continua a desenvolver atividades didáticas nas escolas da ilha de São Miguel, desta vez em colaboração com a Escola Básica e Secundária do Nordeste, nos dias 25 e 26 de Outubro.

A  atividade “Descoberta da Laurissilva”, foi pensada para o 2º e 3º ciclo de escolaridade, e pretende levar os alunos numa visita de estudo em que vão conhecer a vegetação natural dos Açores, descobrindo espécies de plantas características de zonas costeiras, altitude e compreendendo a ameaça constante das plantas exóticas à floresta original dos Açores – A floresta Laurissilva.

Ambas as atividades iniciaram-se tendo como cenário uma paisagem costeira de grande beleza num jardim de endémicas, localizado no miradouro do Pelado, na Lomba da Fazenda (Nordeste). Onde os alunos tiveram oportunidade de observar plantas nativas da flora açoriana como é o caso da Faia-da-Terra, Urze e Pau-branco. Com o evoluir dos tempos esta paisagem foi sendo modificada pelo Homem e as espécies que hoje podemos observar nesta área são um bom exemplo da flora que se  encontrava originalmente nas zonas costeiras das ilhas dos Açores.
Alunos da Escola Básica e Secundária do Nordeste  no Miradouro do Pelado,
Lomba da Fazendo no Nordeste.
A” Descoberta da Laurissilva” continuou com uma paragem obrigatória no Centro Ambiental do Priolo, perto do qual foi possível visitar um pequeno jardim de plantas endémicas da Floresta Laurissilva, onde se encontram várias espécies de plantas, muitas delas endémicas dos Açores, adaptadas a maiores altitudes que as vistas anteriormente. É o caso do Cedro-do-Mato, da Uva-da-Serra, Azevinho, entre outras espécies.
Jardim de endémicas, perto do Centro Ambiental do Priolo

Esta visita terminou, então, no Centro Ambiental do Priolo, onde após um breve lanche os alunos tiveram oportunidade de organizar ideias sobre toda a variedade de plantas que observaram, esclarecer dúvidas com os técnicos do CAP e visionar um pequeno documentário sobre a evolução da Floresta nos Açores.

As turmas do 5º A e 5ºB da Escola Básica e Secundária do Nordeste, cerca de 43 alunos no total, foram as primeiras a realizar esta atividade no ano letivo de 2012/2013, estando previstas mais atividades deste tipo.

Para mais informações sobre o programa escolar, consultar Programa Escolar.


Atividade "De Ossos nas Mãos" de volta à escola


A atividade de “Ossos nas Mãos”, destinada aos alunos do 3º Ciclo e Secundário, faz parte do Programa escolar do Centro Ambiental do Priolo (CAP) e resulta de uma colaboração com o projeto Linhas Eléctricas e Avifauna dos Açores, um dos vários projetos da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves a decorrer nos Açores. 

Nesta atividade, os alunos realizam diversas atividades com ossos de aves e aumentam o seu conhecimento sobre as aves que observam diariamente, descobrem alguns aspetos da sua biologia e ameaças à sua conservação, compreendem pormenores relevantes da evolução deste grupo e aprendem de uma forma lúdica e didática a identificar os ossos das aves com o auxílio de material de apoio, percebendo assim as diferenças encontradas entre os ossos das aves e outros grupos animais, bem como aquelas existentes entre as diferentes espécies de aves. 

Os técnicos do CAP fazem-se acompanhar de diversos ossos de espécies de aves como o milhafre, pombo, estorninho-malhado, mocho-pequeno, galinhola, gaivota, entre outros; um esqueleto de uma ave (pombo); exemplos de ossos de outros grupos animais como é o caso de um crânio de um gato doméstico ou de um coelho e de uma coleção de penas (Plumoteca).

Atividade "De Ossos nas Mãos" na EBS da Povoação
Esta atividade tem sido realizada em várias escolas, mais recentemente na Escola Básica da Povoação, onde os alunos de algumas turmas de 8ºano e 6º ano participaram e tiveram oportunidade de manusear e conhecer mais de perto os diferentes ossos das aves. Desde o dia 23 de Outubro até dia 6 de Novembro, os técnicos do CAP têm-se deslocado a esta escola e realizaram 3 atividades “De Ossos nas Mãos”, abrangendo 50 alunos do concelho da Povoação. 


Esta é uma forma diferente de ensinar e permite que ao manusear os ossos e tentar identificá-los os alunos aprendam mais e divirtam-se de uma forma que não seria possível sem recurso a estes materiais. 

Para mais informações sobre o Programa escolar do CAP, por favor consultar o seguinte link


domingo, 11 de novembro de 2012

Alunos fazem voluntariado nos Viveiros do Projeto LIFE Laurissilva Sustentável

Vários alunos da Escola Básica e Secundária da Povoação estão a colaborar com os viveiros do projeto LIFE Laurissilva Sustentável, numa cooperação entre a SPEA, através do Centro Ambiental do Priolo (CAP), e esta instituição.

 Esta iniciativa surgiu no seguimento de algumas visitas realizadas pelos alunos desta escola a este viveiro, no âmbito do programa escolar do CAP  e resultou do entusiasmo demonstrado por alunos e professores em realizar mais atividades deste tipo. O seu principal objetivo é familiarizar estes jovens com o funcionamento de um viveiro de produção de plantas, as suas aplicações e no caso especifico deste viveiro a sua importância na recuperação de algumas áreas de floresta Laurissilva, a floresta original dos Açores, atualmente degradada e ameaçada pela invasão de diversas espécies de plantas exóticas.  Igualmente aproximar estes alunos de alguns conceitos teóricos abordados na sala de aula como a germinação de plantas em viveiro e o seu desenvolvimento.

No passado dia 29 de outubro, os viveiros do projeto receberam a primeira visita de 6 alunos motivados que decidiram sujar as mãos e participar na repicagem de 118 plantas  de espécies nativas  e endémicas como o caso do azevinho e folhado. Após uma manhã divertida, estes voluntários levaram consigo uma saca de substrato e outra de terra com a promessa de aplicar todo o conhecimento que aprenderam. 


Grupo de alunos a realizar repicagens nos Viveiros do Projeto LIFE Laurissilva Sustentável.

Estas atividades são importantes não pelo trabalho realizado pelos voluntários mas especialmente porque é a melhor maneira dos jovens aprenderem na pratica conceitos que de outra forma não saberiam, afirma Filipe Figueiredo, responsável pelos Viveiros deste projeto. Esta iniciativa irá repetir-se de 15 em 15 dias, já no próximo dia 13 de novembro.  

Para mais informações sobre este projeto pode consultar o Blog Laurissilva.

sábado, 19 de junho de 2010

uma Floresta um Futuro

Bem-vindos!

Este blogue foi criado no âmbito do projecto LIFE Laurissilva Sustentável e mais concretamente no âmbito da acção D5, de sensibilização no que se refere à importância dos habitats prioritários existentes na ZPE Pico da Vara | Ribeira do Guilherme e no SIC Tronqueira | Graminhais.

Porém, e uma vez que estes habitats existem em todas as ilhas do arquipélago, o nosso objetivo é que as atividades aqui propostas possam ser adaptadas para as realidades das diferentes ilhas e localidades do arquipélago.

Gostaríamos de contar com a colaboração de todos os educadores com interesse na educação ambiental e na educação para a biodiversidade, para que partilhem connosco e com todos os leitores, as suas experiências. Estas sugestões são de grande utilidade e poderão ser replicadas noutros locais.

Esperamos que aprecie as nossas propostas!